Perdas e danos

Hoje lembrei do filme Perdas e Danos. Vi há muitos anos, é com a Juliete Binoche, linda, e o Jeremy Irons. Ela é a noiva do filho de um congressista inglês e se apaixona perdidamente por ele, o pai. A partir daí eles entram num ritmo que não conseguem mais esconder o que sentem até que o filho descobre e acontece uma tragédia.

Mas o que lembrei hoje foi uma cena em que o pai fala que a viu, anos depois, num aeroporto. E ele diz que foi estranho porque ela era apenas mais um rosto na multidão. Lembrei disso porque fiquei pensando em algumas pessoas na nossa vida que vêm e vão. Por algumas, fomos tão apaixonados, sentimos tanta ânsia de encontrar e falar e pegar, e de repente, como num passe de mágica, mas geralmente com muito sofrimento, todo esse sentimento desaparece.

Já outras, e essas são as mais perigosas, nós ficamos anos a fio com um sentimento de inquietude do que poderia ter sido. E um medo irresistível de encontrar em algum lugar a sós . . .

3 Comentários»

  ângela escrito @

Li o nome do filme ali no título e ando tão dememoriada que pensei que nunca o tinha visto – será que cá em Portugal puseram outro título? Mas depois a descrição trouxe-me as imagens. Eu vi, também há muitos anos, e gostei tanto.
E lembro-me de na altura ter pensado nisso, na indiferença por quem antes gostávamos tanto. São difíceis, as relações com os outros…

  Selma escrito @

Acho que isso faz parte do processo de cura. Quando a gente aceita que uma página está definitivamente virada, a cura se acelera e a gente passa a vislumbrar pela frente todo esse mundão de Meu Deus, todo esperando por nós! Quando temos dificuldade de virar a página, seja porque temos coisas enroscadas na nossa garganta, ou perguntas que não foram respondidas, a ferida fica aberta minando nossas forças, nossa habilidade de virar a página e olhar o mundo de novo. Desta última condição eu só consegui me livrar quando entendi que há perguntas que não precisam ser respondidas, pois serão retóricas e inúteis. A pergunta respondida não fará o tempo voltar, e as coisas não serão como antes. Percebi que estava vivendo na minha própria prisão – prisioneira de mim mesma…
Bjs grandes!

  *ci* escrito @

Acho que não estou apenas virando as páginas, mas trocando literalmente de livro, em dois meses minha vida deu um salto jamais imaginado e agora soh vislumbro possibilidades…
Obg pelos coments, meninas. Bjosss


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.