Hoje, ia caminhando pelo centro da cidade, quando vi um carro bem antigo, acho que era uma belina, toda paramentada, um verdadeiro camelô ambulante, com redes, mantas, etc. Quando vi, parei e comprei um pano de chão. Pronto. Foi só isso para eu ficar me perguntando por que parei ali.
Então, de repente, me veio uma amarga sensação de como a solidão é traiçoeira. Aparece e se manifesta quando menos esperamos. Veja bem, eu até preciso de panos de chão, mas raramente os uso e, definitivamente, não é uma das minhas prioriades adquirir um. Então, porque parei e troquei algumas palavras com aquele homem?
Acho realmente ruim chegar em casa e não ter ninguém me esperando. Talvez, pela primeira vez na vida, me sinta só. Solidão daquelas que dá vontade de ir a um supermercado só para estar perto de gente, sabe? Só para ver se encontra alguém. Mas, calma, ainda não cheguei nesse ponto, rsrsrs.
Enfim, fico pensando agora se o fato de chegar em casa tarde e vir aqui, não seria mais uma forma de tentar aplacar esse imenso vazio… Mas vai passar, eu sei, eu sei…
Morei sózinha uns anos – e agora moro só com o miúdo nos dias de semana -, percebi tão bem estas tuas palavras… E eu até gosto de estar sózinha.
Beijos.