Arquivo para novembro, 2007

De Natal

pb220206_1.jpg

Agora só faltam os presentes…

Árvore pronta,

Anúncios

Perdas e danos

Hoje lembrei do filme Perdas e Danos. Vi há muitos anos, é com a Juliete Binoche, linda, e o Jeremy Irons. Ela é a noiva do filho de um congressista inglês e se apaixona perdidamente por ele, o pai. A partir daí eles entram num ritmo que não conseguem mais esconder o que sentem até que o filho descobre e acontece uma tragédia.

Mas o que lembrei hoje foi uma cena em que o pai fala que a viu, anos depois, num aeroporto. E ele diz que foi estranho porque ela era apenas mais um rosto na multidão. Lembrei disso porque fiquei pensando em algumas pessoas na nossa vida que vêm e vão. Por algumas, fomos tão apaixonados, sentimos tanta ânsia de encontrar e falar e pegar, e de repente, como num passe de mágica, mas geralmente com muito sofrimento, todo esse sentimento desaparece.

Já outras, e essas são as mais perigosas, nós ficamos anos a fio com um sentimento de inquietude do que poderia ter sido. E um medo irresistível de encontrar em algum lugar a sós . . .

Ardor

Um oceano inteiro não basta
para calar no meu peito
este murmúrio
de tantas formas de ardor
tantas formas de estar banida e só
e não há terra ou chuva
que arrefeça
esta porção de mim
que trago cálida
esta porção de mim
que trago presa
este meu coração cheio de vespas

(acho até de já postei uma vez essa poesia da Iracema Macêdo, mas ela sempre me toca)

Jingle bell, jingle bell

Não quero pensar muito nisso senão fico meio tristonha, mas se não me falha a memória esse ano será a primeira vez na vida que terei uma casa enfeitada para o Natal.

Em criança, minha mãe (porque geralmente os pais não se importam com isso), bom, ela também não ligava a mínima e nunca explicou o significado, nunca tivemos presentes, meias, essas coisas. Tudo bem que lareira é uma coisa ultradistante, quase um extraterrestre aqui na minha cidade… Então, nunca tivemos Natal, no sentido da palavra, apesar de morar numa cidade que se chama, opss, Natal.

Quando saí de casa, aí sim, todo ano nos reunimos e fazemos amigo secreto, tomamos vinho e comemos peru e sempre é muito bom. Mas na minha própria casa nunca coloquei um enfeitinho sequer, por motivos vários e ligados ao meu exx.

Agora, enfim, vou colocar guirlanda na porta, comprar panos de prato temáticos, papais  noéis de plástico e, quem sabe, até ter uma árvore enfeitada com pisca-piscas…

Tons de lilás

E eu que andava tão ensimesmada, achando que nada de bom acontecia, agora vejo que até um ipê roxo existe ao alcance de minha janela.