De solidão e outros demônios

Hoje, ia caminhando pelo centro da cidade, quando vi um carro bem antigo, acho que era uma belina, toda paramentada, um verdadeiro camelô ambulante, com redes, mantas, etc. Quando vi, parei e comprei um pano de chão. Pronto. Foi só isso para eu ficar me perguntando por que parei ali.

Então, de repente, me veio uma amarga sensação de como a solidão é traiçoeira. Aparece e se manifesta quando menos esperamos. Veja bem, eu até preciso de panos de chão, mas raramente os uso e, definitivamente, não é uma das minhas prioriades adquirir um. Então, porque parei e troquei algumas palavras com aquele homem?

Acho realmente ruim chegar em casa e não ter ninguém me esperando. Talvez, pela primeira vez na vida, me sinta só. Solidão daquelas que dá vontade de ir a um supermercado só para estar perto de gente, sabe? Só para ver se encontra alguém. Mas, calma, ainda não cheguei nesse ponto, rsrsrs.

Enfim, fico pensando agora se o fato de chegar em casa tarde e vir aqui, não seria mais uma forma de tentar aplacar esse imenso vazio… Mas vai passar, eu sei, eu sei…

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2 Comentários»

  ângela wrote @

Morei sózinha uns anos – e agora moro só com o miúdo nos dias de semana -, percebi tão bem estas tuas palavras… E eu até gosto de estar sózinha.
Beijos.


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