Arquivo para ele e eu

Perdas e danos

Hoje lembrei do filme Perdas e Danos. Vi há muitos anos, é com a Juliete Binoche, linda, e o Jeremy Irons. Ela é a noiva do filho de um congressista inglês e se apaixona perdidamente por ele, o pai. A partir daí eles entram num ritmo que não conseguem mais esconder o que sentem até que o filho descobre e acontece uma tragédia.

Mas o que lembrei hoje foi uma cena em que o pai fala que a viu, anos depois, num aeroporto. E ele diz que foi estranho porque ela era apenas mais um rosto na multidão. Lembrei disso porque fiquei pensando em algumas pessoas na nossa vida que vêm e vão. Por algumas, fomos tão apaixonados, sentimos tanta ânsia de encontrar e falar e pegar, e de repente, como num passe de mágica, mas geralmente com muito sofrimento, todo esse sentimento desaparece.

Já outras, e essas são as mais perigosas, nós ficamos anos a fio com um sentimento de inquietude do que poderia ter sido. E um medo irresistível de encontrar em algum lugar a sós . . .

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Paris, mon amour

Cidade fetiche para muita gente, Paris guarda o sonho de consumo de todo mundo que adora viajar e é também o destino preferido dos mais apaixonados. Seja mochileiro ou vip, a cidade possui atrativos para os gostos mais secretos.

Esses dias, meus desejos estão voltados para lá, não apenas pela Torre Eifel, Arco do Triunfo, Museu do Louvre ou mesmo para passear às margens do rio Sena. Tudo isso é muito interessante, mas é que lá, passeando por aquelas ruas, está a pessoa mais especial para mim. E, com ele, todo deserto vira um oásis.

No plano piloto

Após cerca de duas horas de atraso, as luzes de Brasília me recebem, com a impressão de que tem um ar condicionado ligado em toda cidade. Petiscos e chopp num ventinho gelado, bom papo e reencontro quase que combinado. Assim foi minha chegada na capital federal. Hoje, o dia foi de muito trabalho, debates e discussões sobre comunicação. Amanhã tem mais.

Testando a saudade

Não sabe direito quando deixou de falar com ele, nem o que fez para ele perceber que não devia mais entrar em contato. Simplesmente aconteceu.

De lá pra cá, às vezes ela se distrai e pensa nele, mas não sente vontade de vê-lo nem de falar. Apenas o nome vem à mente, como uma oração. Não tem muito como impedir, então deixa o pensamento ir e vir, como um mantra ou um momento da meditação.

Às vezes também testa se vai sentir saudade. Por exemplo, pega o celular e vai ler e apagar as mensagens guardadas e grudadas à memória por tanto tempo. Lê a primeira e lembra de quando foi enviada, da resposta que deu, e fica esperando sentir um frio na barriga ou outro sinal de que ainda sente alguma coisa.

Por enquanto, ainda não sentiu nada. Isso é um bom sinal. Sinal de que está se curando da sua sina e de que o mapa astral no mesmo dia do aniversário dos dois está se concretizando.